Artigos sobre dança do ventre selecionados pela Bailarina e professora Gisele 

 Dança do Ventre    

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Artigos escritos por Gisele Bomentre e Simone Bomentre,publicados em jornais ou revistas;para que você leia e estude!Lembramos a você que é muito importante manter a ética profissional,por isso,se você vai usar este trabalho para dar aulas,lembre-se de mencionar de onde tirou as informações!                      

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Mahmoud Redha coreógrafo egípcio                                                                     Mestras -As Grandes Mestras da Dança do Ventre

                                                    Dicas de Sucesso!

Entrevista:Caracalla   coreógrafo libanês                         

O Dabke

clique:Quem é Caracalla?

Os Véus e seu uso

Contrato Para Show no Primeiro Século da Era Cristã

Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre

 Desvelando o Harém       

A dança do ventre através dos tempos

Dança do Ventre, a Magia e o Mistério de uma Arte Milenar

A Estrutura dos Shows no Meio Oriente

     

                   

Entrevista:Abdel Halim Caracalla   

 

Quem é Caracalla?

 

                    

 O Ballet Caracalla é uma companhia de dança Libanesa que mistura ballet,danças folclóricas
árabes de todos os estilos como dabke,a Dança Oriental(mais conhecida como Dança do Ventre)
É uma das maiores companhias de Dança de todo o Meio Oriente.
Gisele Bomentre fazia seus treinos de ballet com a companhia do  maestro de ballet e coreógrafo Abdel Halim Caracalla quando estava em turnê pelo Líbano

.Quando da vinda do grupo ao Brasil,Caracalla conta a Gisele  sua visão sobre a dança .

A última  pergunta  é muito importante para nós!Ela define uma opinião muito bonita sobre a nossa arte:

Uma das coisas que mais encantam no ballet Caracalla é a riqueza das roupas.Como é feita a escolha do Figurino?
As roupas de Caracalla vêm da história da civilização árabe.Se você olha a natureza desses países,o deserto,os mares,são uma fonte de inspiração.No passado,existiam povos de várias nações no Oriente.Essa estética dos trajes é de caráter local,do povo que vivia naquele tempo.O Oriente era exótico,misterioso e isso ainda está lá.O artista precisa captar esse espírito ainda presente.Caracalla vai buscar a herança árabe no passado,esse é o antgi Oriente dentro do teatro.
Há uma preocupação em pesquisar as danças típicas de cada região do Líbano?
A companhia não representa somente o Líbano,mas todos os países árabes . Vou até as raízes,a identidade dos árabes e sua tradição com a dança .Mas isso é apenas um aspecto.A técnica da dança representa o ocidente e a ciência de como o bailarino deve se mover. Nós usamos a tradição ocidental ,fazemos um amálgama.Os dois fazem o estilo de Caracalla,então quando a técnica se une ao Oriente,uma nova expressão vem do corpo ,para se expressar através do espírito do Oriente e Ocidente. 
Como é feita a escolha dos bailarinos?
Durante a guerra a nossa escola foi fechada.Eu não tive escolha .Basicamente,treino os bailarinos com a técnica Martha Graham.Agora que nossa escola foi reaberta,uma nova geração está se formando,jovens libaneses que tem muita personalidade e inteligência no uso do corpo.
Quanto tempo você levou para criar o ballet Elissa,Rainha de Cartago?
Da concepção aos figurinos,músicas ,ensaios pelo menos dois anos.Porque é feito todo um trabalho de pesquisa histórica,depois a música é composta especialmente para o ballet.Faço uma coletânea de melodias do mundo árabe e um maestro monta a orquestra para o ballet.A melodia vem do passado e a orquestração do presente.As duas dimensões se juntam.As melodias vem do deserto,de um cavalgar, de um casamento,de uma mulher e usamos o mesmo propósito no corpo.Esse é o único grupo no mundo árabe que faz esse tipo de trabalho.E nós viajamos o mundo todo mostrando isso.
Aqui no Brasil as pessoas admiram a dança árabe.Fale um pouco sobre o verdadeiro espírito das danças orientais.
A dança oriental pode ser usada de dois modos:Do negativo para a sexualização da dança .Por outro lado você pode expressar a poesia do corpo, a elegância, a sensualidade,extra-sentimento do corpo.Ela pode ser literatura extremamente bonita para os olhos,a uso desse jeito. Numa maneira sofisticada e com classe,essa dança é uma necessidade da mulher de se expressar.É a única dança exclusiva das mulheres,revela o seu espírito através da sua feminilidade.Muitas dançam sós em frente do espelho,então é uma dança de mulher para mulher. O dabke é o oposto ,a virilidade do homem,então o dabke é realmente para o homem,e a Dança Oriental para a mulher.Os dois ,penso eu,provocam uma satisfação interior,o homem se sente bem quando dança dabke, e a mulher se sente bem quando faz dança oriental.
 Entrevista feita por  Gisele Bomentre ,publicada na revista Orient Express

 

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Contrato Para Show no Primeiro   Século da Era Cristã:

Em meados do 1° século da era cristà, as bailarinas já estavam organizadas em companhias profissionais no Egito e em outros paises do Oriente.

Podemos observar o grau de profissionalismo a que elas chegaram por este papiro encontrado por arqueólogos no Egito que fala de um contrato para uma apresentação, entre bailarinas e um rico propietário de terras.

"Para Izidora, dançarina dos Snujs de Artemisia da cidade de Fhiladelfos". Eu peço que você acompanhada de outra bailarina de Snujs, no total de 02, venham se apresentar numa festa na minha casa por seis dias ,começando em 24 do mês Payni (segundo o calendario antigo).

Vocês duas vão receber o pagamento de 36 dracmas por cada dia, e nós forneceremos também 4 medidasde cevada e 24 partes de pão em folha (hoje conhecido como pão Árabe ) e também garantimos no caso de vocês trazerem enfeites e jóias de ouro que os guardaremos com toda segurança, e além disso, nós vamos mandar-lhes 2 burricos de carga para seu transporte quando vocês vierem e igual número para quando voltarem à cidade"

É meninas, não parece que as condições deste contrato estão melhores que muitos que se fazem hoje em dia ?

(as informações para este artigo foram retiradas do livro:The Serpent of the Nile de Wendy Buonaventura,com tradução de Gisele Bomentre)

 

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Desvelando o Harém

Visto pelo Ocidente,o harém é uma gaiola dourada com mulheres encobertas e misteriosas um jardim proibido,(Harém=Proibido)que esconde dos profanos as suas delícias.

Logo vem à mente delicadas odaliscas a espera do seu sultão,em dias passando sempre iguais aspirando voluptosas tragadas de fumo de um narguilé.

Esta fantasia não é apenas cultivada no Ocidente.Hoje mesmo quem vive em Istambul imagina a vida no palácio como um conto das mil e uma noites habitado por tantas sherazads todas elas se parecendo com odaliscas de Ingres.

Não se sentiam prisioneiras antes,como não se sentiam livres agora.O Harém não era um cárcere mas um universo paralelo,com suas regras e seus equilíbrios ,onde deixar entrar um homem qualquer,exceções feitas às crianças,eunucos e alguns parentes íntimos,era uma violação imperdoável.

A ala proibida do palácio escondia um sistema aceito e perfeito,que palpitava ao redor das mulheres,mulheres fortes,que suportavam o destino do mundo permanecendo sempre um passo atrás.A beleza nada valia no Harém,era necessário ser inteligente,tão inteligente a ponto de não perceberes que o eras.Não era essencial a beleza da mulher,mas sua cultura,de companhia agradável,capaz de entreter o sultão com os prazeres da conversação,depois dos da carne.

Por essa razão passavam o dia todo estudando e trabalhando,tocando e recitando as orações do Corão; somente assim até mesmo a última das escravas podia tornar-se a Kadin,a favorita, ganhando a confiança do Sultão

O Harém ,aquele mundo que se acreditava fora do mundo,se revela ao invés disso o centro nevrágico do Império,o lugar onde vinha a se estabelecer a política que influenciava todo o reino.Existia um jogo de poder enorme,ilimitado,e isso naturalmente criava inveja,ciúmes.

Ao redor de cada Kadin ,orbitava uma corte de criadas satélites,e entre elas frequentemente se desencadeavam pequenas e grandes guerras,que não raramente envolviam também os eunucos e se degeneravam em agressões violentas:das deformações provocadas por veneno,até abortos provocados e homicídios.

Ao contrário do que se crê o Palácio não era trancado ,podiam sim,sair com a cabeça descoberta depois de oito anos,levando como única lembrança um colar com uma inscrição na parte interna testemunhando que haviam pertencido ao Harém e haviam conquistado sua liberdade.

Quem saia encontrava fora um futuro brilhante,pois sua instrução,eas capacidades refinadas no Harém lhe a asseguravam um casamento importante.

Mas nenhuma delas esquecia seu passado e todas,na hora da morte,pediam para se sepultadas com aquele colar.

O fascínio do Harém tem algo de mágico que encanta mesmo a uma distância secular,os tecidos decorados com arabescos dourados,os samovares -os incensários,as imaculadas cortinas esvoaçantes os narguilés,sem falar na atmosfera de cumplicidade ,tensão erótica e sedução ainda acendem nossa imaginação.

(texto do diretor de cinema turco Ferzan Ozpetek,quando do lançamento do seu filme Harem Suare,sobre um dos haréms do último império da Turquia)

Transcrito do Jornal Carta do Líbano-  de Fuad Naime.

 

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A Estrutura dos Shows no Meio Oriente:

Com milhares de luxuosos e sofisticados night clubs espalhados por diversos países, o Meio Oriente tem alto nível de sofisticação nos seus shows.As bailarinas tem sempre que estar se renovando e investindo nos seus shows.A começar pelo guarda roupa: estilistas renomados da alta costura assinam os modelos que são renovados a cada temporada. As músicas são feitas por compositores famosos especialmente para as bailarinas.A orquestra tem no mínimo seis músicos. Os ensaios são conduzidos pela bailarina :ela é quem dá a acentuação do ritmo nas músicas segundo seu gosto pessoal e seu estilo. Ela também tem cantores para dar voz às interpretações. As vezes se usam grupos de bailarinos dançando dabke, saide e danças folclóricas como apoio ao show da bailarina.a mesma noite podemos assistir a uma estrela da dança seguida de um dos grandes cantores do mundo árabe:Jorge Uassuf, Rágheb Aleme, Mel-hem Barakat, Noal El Zoghbi. Outras vezes, a bailarina e seu grupo são a única atração do night club, nesse caso a responsabilidade da bailarina aumenta , pois ela juntamente com seu grupo de bailarinos cantores e orquestra tem que prender a atenção do público pelo espaço de mais de duas horas !

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Dança do Ventre, a Magia e o Mistério de uma Arte Milenar

O mundo moderno assiste a uma progressiva queda das fronteiras nacionais , vivemos num mundo cosmopolita , onde os valores e as culturas se interpenetram e se mesclam.O Ocidente e Oriente estão cada dia mais próximos, e essa proximidade se faz sentir de um modo muito especial,nas Artes , que passam a evoluir, influenciadas pela filosofia e pela estética do oriente e do ocidente. Aqui no Brasil, todos sabemos a importante contribuição que o povo Árabe tem nos dado, tanto pelo interesse em participar ativamente da economia e do desenvolvimento nacionais, como pelos valores que nos tem ensinado: generosidade, hospitalidade, singular respeito à familia, amor à religiosidade.

Além disso a cozinha Árabe é reconhecida internacionalmente como uma das mas sofisticadas e saudáveis do mundo.Apesar do intercâmbio econômico e cultural com ocidente, os paises árabes mantém sua organização social e política e preservam a sua cultura.Dentre as manifestações culturais Árabes, que atravessam séculos, a "Raks-el Charki", conhecida no ocidente como Dança do Ventre é a mais difundida.

A dança e uma linguagem universal ,no alvorecer da história ela era uma exaltação ao Divino, um meio de união e êxtase,era prece e ação mágica; a dança acompanhava todos os momentos da vida; cada estação era recebida com dança para ajudar as colheitas e afastar as calamidades, ela reunia o plástico à música através do milagre do ritmo. Ao longo dos séculos surgiram as danças folclóricas, a dança oriental tem origem nebulosa, acredita-se que tenha surgido há milênios no Egito ,pais que é ao mesmo tempo centro conservador das tradições culturais e vanguarda artística do meio Oriente,daí ela se irradiou por todos os países árabes.

A Dança do Ventre celebra o Feminino da Criação,a Fertilidade, a Doçura ,a Subjetividade, a Sedução,a Sensualidade da mulher. Em relação aos beneficios organicos a Dança árabe trabalha os órgãos do baixo ventre, normalizando suas funções, os movimentos ondulatórios massageiam a coluna e aumentam a flexibilidade do corpo, mas a grande vantagem é que a arte do oriente deixa uma margem à improvisação,à criatividade, e à sensibilidade de quem à pratica, assim cada bailarina, desenvolve seu próprio estilo.

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 O Dabke      

Imagine uma aldeia libanesa com suas casas de pedra,é setembro,época de colheita,as uvas já foram apanhadas e separadas,um grande caldeirão cheio de suco de uva está sendo aquecido.Alguns moradores da vila estão ali se preparando para as festividades da noite.Uma mulher chega com as bandejas de palha coloridas cheias de tabuleh,homus,babaghanouch ,forradas co folhas de parreira.

Chega um grupo de homens e mulheres usando roupas brilhantes e festivas.Elas vestem saias e blusas cobertas com longos paramentos.Véus e toucas com bonitos bordados e trabalhos de contas adornam suas cabeças.Eles usam Sherwals e lebbadeh(calças folgadas e chapéu de feltro)com paramentos coloridos entre a camisa e botas.Um homem mais velho carrega um tambor feito de argila e pele de cabra esticada,outros dois carregam um Nay (flauta simples longa de bambú)e um Mijwiz (Flauta curta dupla de alta tessitura).

Alguns homens e mulheres dão as`mãos começam a dançar enquanto outros acompanham batendo palmas;uma mulher dança sozinha com uma jarra na cabeça e é seguida por uma outra como se estivesse competindo;forma-se uma longa fila de dançarinos movendo-se em uníssono e fazendo o mesmo passo,exceto aquele que puxa a fila na extremidade,que faz variações de passos para mostrar força agilidade e graça.É a Dança Folclórica do Líbano,relativamente simples com a contagem de quatro passos,sendo que o quarto é uma batida do pé no chão.No passado ,na mudança da estação ,entre outono e inverno,a lama que se instalava em cima das casas viria a rachar,precisando ser recompactada,o dono da casa pedia ajuda aos vizinhos,que subiam de mãos dadas,batendo os pés no chão para reassentar aquela espécie de argila,um tambor e uma flauta foram acrescentados ao ritual das batidas de pé a fim de distrair os homens em tempo de frio e de chuva;com o tempo o canto improvisado surgiria,bem como o costume de servir arak ou vinho depois do trabalho.

O Dabke ganhou espaço profissional com o aparecimento dos festivais nos anos 60,estabelecendo um padrão de excelência para essa forma de arte.

Escrito por Fouad Naime-Carta do Líbano-novembro de 97.

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Os Véus e seu uso

É comum em várias regiões do Oriente as mulheres cobrirem a cabeça e o rosto com véus,tendo para isso diferentes motivos e estilos de uso.

Na Índia elas se cobrem em sinal de castidade,envolvem o corpo em saris,de 5 metros de comprimento,que terminam por lhes cobrir os cabelos,geralmente penteados com uma trança e enfeitados com pérolas e flores.

No Mundo Árabe os véus são parte da rotina de qualquer pessoa ,seja para proteger a cabeça do calor,seja por motivo religioso,ou como adorno; sobre o véu na altura da testa,é usada uma tiara com moedas de ouro e prata presas a correntes que caem nas têmporas e tilitam com o caminhar.

As privilegiadas mulheres da sociedade enfeitam a cabeça com jóias e adornos preciosos.Com a modernização dos costumes ,nos países mais ocidentalizados como Líbano Síria Egito, as famílias gradualmente estão abandonando a obrigatoriedade do uso dos véus ,ainda que isso represente uma deferência e respeito aos padrões religiosos.

Entre as beduínas do deserto,o véu é muito mais uma necessidade do que um modismo,uma vez que a temperatura pode ultrapassar 50 graus,sem falar das tempestades de areia que ferem os olhos ,o sol causticante,e vento noturno que sopra gelado.

A maioria das religiões do Oriente impõem a mulher recato discrição, e consideram provacação expor aos olhos masculinos, as feições,os cabelos sedosos,a expressão do olhar ,e em países ultra conservadores de um islamismo extremado,como a Arábia Saudita e demais países do Golfo,elas devem usar um manto negro semelhante ao das madres que lhes oculta completamente o rosto e corpo,desde a adolescência,não sendo jamais permitido tirá-lo em público.

No Norte da Africa ,embora prevaleça o islamismo,as mulheres podem mostrar o rosto,mantendo a cabeça coberta.

É verdade que os cabelos sempre foram símbolo de sedução e sensualidadecobrí-los não apenas demonstra recato e compostura mas é a forma correta de se dirigir às divindades,como se o véu nos envolvesse e se incorporasse à nossa aura ,nos preservando do mundano,e nos convidando à interiorização.

Do mesmo modo velar e desvelar-se com os véus demonstra a sutileza do poder feminino,onde ela se esconde do mundo e ao mesmo tempo se oferece ao seu escolhido .

Nas Mitologias antigas ele representa as muitas formas da natureza com as quais o espírito se reveste

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Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre.

Todos sabemos que a dança é praticada no Egito desde a antiguidade.

Mas vamos falar de como o Egito é importante no cenário atual da dança do ventre.

Desde que na década de 20 a bailarina Badia Massabai abriu uma casa noturna no Cairo, ela , juntamente com outras bailarinas , começaram a estudar novas formas de coreografias e apresentações de dança.

Nós podemos observar como a dança se desenvolveu naquela época assistindo aos vídeos de Samia Gamal, que començou a introduzir passos de ballet e coreografias com elementos modernos .

Os figurinos e cenários tinham uma nítida influência de hollywood.

Naquela época as bailarinas começaram a usar sapatos para se distinguir das classes mais pobres e mostrar que a dança do ventre gradualmente subia de status.

Esse processo continua até hoje , com as bailarinas se sofisticando cada vez mais e utilizando nos shows orquestras de até 75 músicos, coreógrafos e grupos de dança que dão sustentação ao show.

As produções de cinema também ajudam o desenvolvimento da dança. O Egito é o maior produtor de cinema do mundo árabe, constituindo um vasto mercado de trabalho para artistas é técnicos.

O Egito é ao mesmo tempo centro conservador das tradições da cultura árabe e vanguarda artística do Oriente Médio.

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A Dança do Ventre Através dos Tempos

Dentre de todos os shows étnicos, o árabe ou o oriental é o mais contagiante e encantador.

É possível alguém ficar parado ao escutar os primeiros repiques do Durbak?

           Nos países do norte da África e do Meio Oriente as mulheres dançando entre si para se entreterem, nesses momentos existepouca diferença entre a platéia os espectadores, e em momentos determinados cada uma tem a chance de ser os dois. As crianças aprendem cedo a imitar a dança das mulheres e são encorajadas a mostrar o que sabem.A dança árabe é baseada em técnicas específicas, mas cada mulher desenvolve seu estilo próprio expressando a suasensibilidade e personalidade através dos movimentos

          A dança oriental ganhou fama mundial quando Napoleão fez uma expedição ao Egito em 1798, os europeus foram cativados pelas bailarinas gawazee (ciganas) famosas pelas suas performances que ficaram imortalizadas pelas pinturas e livros do chamados orientalistas como Delacroix, Gerome, David Robert Flaubert, daí o nome "Dance du Ventre", por causa dos acentuados movimentos da barriga e dos quadris.Hoje a "Raks el sharki" continua como uma arte popular nos casamentos festas e casas noturnas ,como uma forma de expressão pessoal nas festas familiares. 

           Tão importante como  estudar a técnica e os ritmos da dança ,é criar e compor o seu próprio traje de  bailarina. Aí também revelam-se aspectos da personalidade da bailarina: a escolha de cores, design da roupa, a criação do bordado, além de serem um trabalho artístico e um desfio para a criatividade, são também uma forma de terapia.

           Os levantamentos históricos revelam que as bailarinas vestiam em público a mesma roupa que as mulheres de classe média vestiam na privacidade do harém basicamente consistia em um vestido de fundo longo e transparente com mangas largas até os cotovelos que caiam conforme elas dançavam movendo os braços, deixando a mostra braceletes e adornos das mãos e dedos. Em cima vestiam um colete firmemente amarrado para mostrar os contorno do corpo, os movimentos  dos quadris eram valorizados por uma ou mais franjas amarradas às ancas ou por lenços e véus brilhantes envolvendo a bacia.

                       No século XX a dança se internacionalizou e se modificou para ganhar platéias do mundo inteiro. Como estagiaria por tres meses no atelier  de alta costura de Fuad Sarkis resposável pelos figurino de Howaida El Hashim, Narimam Abud, Dani Bustos, Gisele Bomentre, e mais os mais recentes shows de Fifi Abdo para citar apenas alguns nomes, pude assistir a todos os melhores shows das grandes estrelas do Oriente, que montam espetáculos novos todo ano para o qual compram músicas de compositores renomados, contratam coreógrafos e mudam radicalmente os figurinos, lançando modas para as profissionais de dança do ventre do mundo inteiro. Ombreiras, minissaias, capas,coroas e luvas, são escolhidos não apenas por gosto pessoal, mais fazem parte do contexto do show e da imagem e perfil que cada artista quer   traçar junto ao público e a midia .Sofisticação e profissionalismo, aliados  ao talento e personalidades de cada artista são os componentes que atraem,seduzem e encantam turistas, amantes e estudiosos da cultura árabe.

                                            Simone Bomentre:Bailarina e estilista

 

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